{"id":5519,"date":"2017-07-14T11:39:01","date_gmt":"2017-07-14T11:39:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.maxieduca.com.br\/?p=5519"},"modified":"2019-04-22T18:07:45","modified_gmt":"2019-04-22T18:07:45","slug":"colonialismo-neocolonialismo-diferencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/historia-2\/colonialismo-neocolonialismo-diferencas\/","title":{"rendered":"Colonialismo e Neocolonialismo. Voc\u00ea com certeza j\u00e1 ouviu falar de um, de outro ou dos dois. Em um bate papo r\u00e1pido, voc\u00ea se lembra das diferen\u00e7as entre os ambos?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O colonialismo e o neocolonialismo, apesar de serem termos diferenciados apenas por \u201ctr\u00eas letras\u201d, tem grandes diferen\u00e7as hist\u00f3ricas. Ocasionalmente um dos dois ou ambos s\u00e3o t\u00f3picos de provas de Hist\u00f3ria em concursos ou vestibulares. Vamos falar um pouco sobre as diferen\u00e7as entre eles para que nunca mais pinte aquela d\u00favida sobre quem foi o que.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5520 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro.png\" alt=\"O colonialismo e o neocolonialismo, apesar de serem termos diferenciados apenas por \u201ctr\u00eas letras\u201d, tem grandes diferen\u00e7as hist\u00f3ricas\" width=\"500\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro.png 382w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro-300x223.png 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro-256x190.png 256w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/lucro-263x196.png 263w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Fonte: &lt;http:\/\/mestresdahistoria.blogspot.com.br<\/span><\/h5>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Partimos do colonialismo&#8230;<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0(\u2026) Mesmo porque cronologicamente \u00e9 o colonialismo quem surgiu primeiro!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os s\u00e9culos XV e XVI s\u00e3o o per\u00edodo \u00e1ureo do colonialismo, uma pr\u00e1tica de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica quase sempre atrav\u00e9s da for\u00e7a onde um pa\u00eds colonizador (metr\u00f3pole) domina e coloniza &#8211; como se nunca tivesse existido algu\u00e9m nesses lugares &#8211; um novo territ\u00f3rio (col\u00f4nia).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">V\u00e1rios pa\u00edses da Europa entraram nessa onda, mas sem d\u00favidas, os Ib\u00e9ricos Portugal e Espanha foram os maiores \u2013 e primeiros, o que lhes deu grande vantagem \u2013 papa-territ\u00f3rios da \u00e9poca. Essa foi uma vantagem que eles n\u00e3o mantiveram no per\u00edodo do neocolonialismo, mas falaremos sobre isso a seguir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para entendermos melhor o colonialismo, veremos dois termos que n\u00e3o aparecer\u00e3o novamente no neocolonialismo, apesar de vermos claras similaridades entre algumas pr\u00e1ticas nos dois momentos. Vamos falar sobre o mercantilismo e o pacto colonial (que est\u00e1 inserido na pol\u00edtica mercantilista).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O mercantilismo foi a pol\u00edtica econ\u00f4mica imposta pelos governos absolutistas da Europa durante os s\u00e9culos XV, XVI, XVII e XVIII. Vamos lembrar que os pa\u00edses europeus s\u00f3 conseguiram investir \u2013 e ter sucesso &#8211; no empreendimento das grandes navega\u00e7\u00f5es quando conquistaram sua estabilidade interna, estabilidade essa que resultou nos governos absolutistas. Esse motivo, entre outros, foi um dos que garantiram aos pa\u00edses Ib\u00e9ricos uma vantagem nessa corrida. Mas vamos focar&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O que nos interessa a respeito do mercantilismo s\u00e3o suas bases, as principais caracter\u00edsticas. Nesse sistema, o Estado buscava incansavelmente acumular o m\u00e1ximo de riquezas e assim desenvolver-se economicamente (o oposto tamb\u00e9m serve). Os reis ent\u00e3o seguiam \u00e0 risca o manualzinho de bolso do \u201cbom mercantilista\u201d. Um bom Estado mercantilista deveria praticar o seguinte:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5521 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748.jpg 748w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748-300x164.jpg 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748-270x148.jpg 270w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tio-patinhas-748-263x144.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Fonte: &lt;http:\/\/jc.ne10.uol.com.br<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8211; <strong>Metalismo \u2013 <\/strong>Quem n\u00e3o gostaria de ter alguns quilos de ouro enterrados no fundo do quintal? Bom, h\u00e1 algumas centenas de anos atr\u00e1s n\u00e3o era diferente. Basicamente a riqueza de um pa\u00eds era medida pela quantidade de metais nobres que ele possu\u00eda (ouro e prata). E como o quintal dos pa\u00edses europeus n\u00e3o dava conta de suas ambi\u00e7\u00f5es, foi em outros quintais que eles foram buscar seus saquinhos de ouro. A\u00ed voc\u00ea j\u00e1 sabe a hist\u00f3ria&#8230; De todos os pa\u00edses que sofreram com essa busca, os americanos renderem fortunas estilo banco do tio Patinhas \u00e0s suas respectivas metr\u00f3poles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>&#8211; Protecionismo \u2013 <\/strong>O manual \u00e9 claro, estamos conseguindo acumular ouro e prata? Nosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer com que ele n\u00e3o v\u00e1 mais embora!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Como fazemos isso?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Taxas e impostos! Muito comum durante um bom tempo foi a pr\u00e1tica desses governos de taxar (de forma pouco justa) os produtos importados. A ideia \u00e9 simples e para o Estado extremamente vantajosa (a popula\u00e7\u00e3o que se &#8230;). Com o valor dos produtos estrangeiros inflacionados pelos impostos, o Estado garantia que seu ouro e prata n\u00e3o sa\u00edsse de seus cofres para de o outros reis. Claro que as coisas n\u00e3o eram simples assim e claro que os pa\u00edses ainda faziam importa\u00e7\u00f5es, mas essa pr\u00e1tica garantia que apenas o que n\u00e3o estivesse dispon\u00edvel no pr\u00f3prio pa\u00eds fosse importado e ainda protegia o produto nacional quando houvesse um igual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>&#8211; Balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel \u2013 <\/strong>Acho que hoje todos sabemos a receita para a riqueza: ganhe mais dinheiro do que sua mulher consegue gastar!!! (hahaha \u00ac\u00ac)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tarefa herc\u00falea e piadinhas de tioz\u00e3o a parte, uma outra ideia simples \u2013 e at\u00e9 obvia \u2013 era um dos pilares do mercantilismo, ter uma balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel. E realmente eles empregavam esse conceito de forma simples.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Fa\u00e7a mais vendas do que compras. Exporte mais do que importe! Com mais dinheiro entrando do que saindo e com os gastos da rainha controlados, teremos uma na\u00e7\u00e3o (na verdade os cofres reais) rica!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>&#8211; Pacto Colonial \u2013 <\/strong>De forma superjusta ficava estabelecido o seguinte: as col\u00f4nias europeias poderiam comprar e vender apenas de\/para suas respectivas metr\u00f3poles. As metr\u00f3poles por sua vez compravam das col\u00f4nias (afinal elas n\u00e3o tinha mais op\u00e7\u00f5es de venda) e podiam vender para quem quisessem! Compra-se barato e enfia a faca na volta. Al\u00e9m de outros detalhes, como a proibi\u00e7\u00e3o das metr\u00f3poles de instala\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de qualquer produto que pudesse concorrer com o vendido pela metr\u00f3pole, mesmo que isso representasse fortunas de economia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 lembraram e enjoaram das aulas de hist\u00f3ria? Calma\u2026 O per\u00edodo colonial j\u00e1 est\u00e1 no final. S\u00f3 faltam dois termos base para revermos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Vamos falar das duas principais modalidades de coloniza\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, ambas presentes no continente americano. A primeira delas e conhecid\u00edssima nossa, \u00e9 a <strong>col\u00f4nia de explora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Esse foi o m\u00e9todo mais comum, empregado inclusive pelos portugueses. Seguia bem a cartilha mercantilista e n\u00e3o tem erro na hora de lembrar, basta gravar a palavra \u201cexplora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Por que? Uai\u2026 Porque \u00e9ramos (e somos falando em Brasil) literalmente explorados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A col\u00f4nia de explora\u00e7\u00e3o tem um objetivo claro. Atender \u00e0 metr\u00f3pole. Tudo \u00e9 decidido verticalmente, seja quanto a leis, sociedade e economia. O exemplo cl\u00e1ssico e comum \u00e9 o Brasil. Plant\u00e1vamos o que a metr\u00f3pole precisasse e garantisse r\u00e1pido retorno. As decis\u00f5es eram tomadas l\u00e1. A m\u00e3o de obra era escrava (pagar sal\u00e1rio? H\u00e1! T\u00e1 mais engra\u00e7ad\u00e3o que o Temer!), as propriedades eram enormes para atender a demanda econ\u00f4mica de l\u00e1 e n\u00e3o a necessidade de posse de terra daqui.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A outra forma era a conhecida <strong>Col\u00f4nia de Povoamento<\/strong>, normalmente exemplificada pelos professores como as col\u00f4nias do norte dos Estados Unidos. Nela a pegada era um pouco diferente. Para come\u00e7ar, falar em Pacto Colonial j\u00e1 era sinal de problemas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nesse tipo de coloniza\u00e7\u00e3o os europeus que se aventuravam ao Novo Mundo normalmente iam com a inten\u00e7\u00e3o de fixar-se e construir nova vida. Nela eram incomum grandes propriedades ou larga escala de trabalho escravo. Os produtos cultivados eram destinados ao consumo local e tinham grande variedade. Apesar dos problemas eram produzidos tamb\u00e9m produtos que fossem iguais aos da metr\u00f3pole. Havia tamb\u00e9m maior flexibilidade pol\u00edtica. Nem tudo era decidido por um rei do outro lado do oceano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Na Am\u00e9rica temos Estados Unidos e Canad\u00e1 como modelos desse tipo de coloniza\u00e7\u00e3o e o restante basicamente tendo as col\u00f4nias de explora\u00e7\u00e3o como base.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5522 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728.jpg 728w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728-253x190.jpg 253w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/colonizao-inglesa-na-amrica-11-728-263x197.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Fonte: &lt;https:\/\/pt.slideshare.net<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">E o \u201cneo\u201d?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5523 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa.jpg\" alt=\"\" width=\"440\" height=\"619\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa.jpg 429w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa-213x300.jpg 213w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa-135x190.jpg 135w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/robo-en-africa-187x263.jpg 187w\" sizes=\"(max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Fonte: &lt;https:\/\/www.tes.com\/lessons\/rGSrJwiNEJmW6Q\/decolonizzazione&gt;<\/em><\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m das letras, come\u00e7amos a diferenci\u00e1-los pelo per\u00edodo e motivos que levaram a essa nova onda colonizadora. O neocolonialismo foi predominante entre o final do s\u00e9culo XIX e por volta de metade do XX.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se o colonialismo tinha a Am\u00e9rica e as \u201c\u00cdndias\u201d como meninas dos olhos, no \u201cneo\u201d \u00e9 a vez da \u00c1frica e \u00c1sia. Apesar de notarmos diferen\u00e7as, veremos que s\u00e3o bem sutis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O fen\u00f4meno do neocolonialismo teve in\u00edcio ap\u00f3s o boom de industrializa\u00e7\u00e3o do continente europeu depois da metade do s\u00e9culo XIX. Procurando novos mercados consumidores (agora que a Inglaterra n\u00e3o era a \u00fanica grande na\u00e7\u00e3o industrializada) e mat\u00e9rias-primas a baixo custo, os europeus voltaram seus olhos para mercados n\u00e3o explorados e com tudo que eles precisavam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>(Aqui algu\u00e9m pode perguntar: \u201cMas os pa\u00edses americanos, principalmente os latinos que ainda n\u00e3o tinham efici\u00eancia industrial, por que n\u00e3o vieram para c\u00e1?\u201d. Eu respondo: Estados Unidos!!! Esse novo colonialismo n\u00e3o foi privil\u00e9gio apenas das na\u00e7\u00f5es europeias, e o representante americano, al\u00e9m de beliscar sua fatia de mercado, nos \u201cblindou\u201d do ass\u00e9dio europeu).<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um segundo ponto era a respeito da popula\u00e7\u00e3o europeia. Houve not\u00e1vel crescimento populacional (at\u00e9 a Primeira Guerra) e os pa\u00edses europeus j\u00e1 n\u00e3o suportavam esse excedente. Solu\u00e7\u00e3o? Mandem eles embora!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As novas col\u00f4nias al\u00e9m de serem mercado consumidor, era tamb\u00e9m o novo lar de muitos representantes de pa\u00edses industrializados. Como eles realmente tinham a inten\u00e7\u00e3o de se mudar para esses lugares, algumas modifica\u00e7\u00f5es eram necess\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Confer\u00eancia de Berlim<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5524 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim.png\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim.png 600w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim-300x170.png 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim-270x153.png 270w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Conferencia-de-Berlim-263x149.png 263w\" sizes=\"(max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Fonte: http:\/\/www.pordentrodaafrica.com<\/em><\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Muita gente queria vender e n\u00e3o havia tanta gente para comprar. Claro que n\u00e3o ia dar certo (a Primeira Guerra foi uma das consequ\u00eancias, mas n\u00e3o \u00e9 tema pata hoje).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As na\u00e7\u00f5es europeias com todo o seu senso de humor que eu n\u00e3o entendo acharam uma solu\u00e7\u00e3o. Para que cada um ficasse no seu quadrado, em 1884\/1885 eles se reuniram em Berlim e entre eles, simplesmente dividiram suas posses no continente africano. Simples assim: \u201caquele \u00e9 meu\u2026 esse \u00e9 seu&#8230;\u201d e tanto faz o que pensa quem vive l\u00e1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Isso garantiu um monop\u00f3lio muito similar ao que vimos no per\u00edodo colonial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o sei se podemos dizer que houve um lado bom, mas nesse per\u00edodo as na\u00e7\u00f5es europeias investiram um bocado em infraestruturada nesses pa\u00edses. E \u00e9 claro que n\u00e3o foi porque eles s\u00e3o bonzinhos. Vamos pensar nos dias de hoje: como voc\u00ea vai vender um carro para um local em que n\u00e3o h\u00e1 asfalto? Ou um smartphone para onde n\u00e3o existe telefonia m\u00f3vel e internet? Fazer com que esses pa\u00edses comprassem seus produtos demandava investimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Que tamb\u00e9m era uma forma de ganhar dinheiro. \u201cEu te empresto, voc\u00ea constr\u00f3i e depois me paga com juros. A\u00ed eu ganho mais ainda vendendo o que voc\u00ea precisa\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A imposi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ficou clara at\u00e9 agora, al\u00e9m disso os pa\u00edses \u201ccolonizados\u201d sofreram com imposi\u00e7\u00f5es sociais, culturais e pol\u00edticas. Diferentemente do primeiro per\u00edodo colonial, apesar de n\u00e3o falarmos mais em Pacto Colonial, agora v\u00edamos governos locais com as cordinhas puxadas por m\u00e3os europeias. Isso passava para os povos locais uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o domina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Com isso at\u00e9 a Am\u00e9rica Latina sofreu. T\u00ednhamos governos locais, com grandes ind\u00fastrias de capital externo e empr\u00e9stimos algemadores. A depend\u00eancia econ\u00f4mica se transformava em v\u00e1rios outros problemas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Do que se perdeu culturalmente, nem precisamos comentar, al\u00e9m da arrog\u00e2ncia de quem vinha de fora. Todos j\u00e1 devem ter visto aquela famosa charge do Tintim:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5526 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica.jpg 565w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica-270x124.jpg 270w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Tintim-no-Congo-Matem\u00e1tica-263x121.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Fonte: &lt;http:\/\/www.tintimportintim.com\/&gt;<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Muito texto para essas diferen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Na pregui\u00e7a de ler tudo, temos esse resumo:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5528 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as.png\" alt=\"\" width=\"526\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as.png 657w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as-300x179.png 300w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as-270x161.png 270w, https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/diferen\u00e7as-263x157.png 263w\" sizes=\"(max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">As consequ\u00eancias<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se s\u00f3 fal\u00e1ssemos \u201cexplora\u00e7\u00e3o\u201d, e entend\u00eassemos todos os conceitos que vem junto com a palavra, poder\u00edamos dizer que explora\u00e7\u00e3o define bem as consequ\u00eancias para ambos os per\u00edodos. E poucas ser\u00e3o as diferen\u00e7as entre os dois.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Podemos listar v\u00e1rias e dizer que se n\u00e3o foram as mesmas, tem algum semelhante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o d\u00e1 pra cravar que a origem da desigualdade social foi o projeto colonizador. Se formos analisar cada uma das culturas que sofreram com isso veremos que havia diferen\u00e7as sociais dentro de todos os povos. Claro que n\u00e3o era nada t\u00e3o gritante ou excludente como acabou se tornando ap\u00f3s os dois per\u00edodos coloniais. De exemplos temos no colonialismo a inser\u00e7\u00e3o de uma classe totalmente nova no continente americano, o escravo negro. E se no neocolonialismo a Inglaterra inicia uma guerra ao tr\u00e1fico de escravos (pelos motivos errados) a sua luta \u00e9 apenas contra o deslocamento. Internamente a explora\u00e7\u00e3o era t\u00e3o cruel quanto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A explora\u00e7\u00e3o material ocorreu nos dois per\u00edodos. Mas como vimos no quadro acima, em cada fase com algo diferente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Na Am\u00e9rica n\u00e3o vimos o problema fronteiri\u00e7o que vimos na \u00c1frica. Se aqui as col\u00f4nias tinham seus territ\u00f3rios melhor definidos (muito tamb\u00e9m por termos menos na\u00e7\u00f5es europeias tomando posse) o territ\u00f3rio africano foi retalhado e redefinido sem nenhum respeito \u00e0s culturas ou povos que l\u00e1 habitavam. Quando ainda vemos hoje not\u00edcias de conflitos pol\u00edticos e territoriais, poder ter certeza que se n\u00e3o encontrar o motivo na religi\u00e3o, encontrar\u00e1 na divis\u00e3o neocolonial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se aqui os jesu\u00edtas se empenharam e levar os nossos habitantes a conhecer e adotar o cristianismo, l\u00e1 o projeto civilizador tamb\u00e9m ignorou conhecimentos culturais pr\u00e9-existentes. Nada que n\u00e3o seja padr\u00e3o Europa, n\u00e3o serve.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Hoje, embora ainda existam influencias imperialistas\/neocoloniais (com maior influ\u00eancia estadunidense), podemos dizer que elas s\u00e3o distintas. Econ\u00f4mica e politicamente n\u00e3o for\u00e7adas, culturalmente s\u00e3o abra\u00e7adas. De uma forma ou outra, (for\u00e7a militar, grande ind\u00fastria, pol\u00edtica, artigos de consumo&#8230;) o colonialismo e suas evolu\u00e7\u00f5es moldaram de forma definitiva o mundo em que vivemos, seja territorialmente, culturalmente ou socialmente.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/giphy.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-5529 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maxieduca.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/giphy.gif\" alt=\"\" width=\"503\" height=\"503\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0No final, apesar dos per\u00edodos distintos, as diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes assim. J\u00e1 conseguem se lembrar de todas elas?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se ainda ficaram d\u00favidas compartilhem-nas conosco, e boa sorte nos estudos!!!<\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Refer\u00eancias: <\/em><\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>ESTAD\u00c3O. Colonialismo. <strong>Acervo Estad\u00e3o. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/acervo.estadao.com.br\/noticias\/topicos,colonialismo,872,0.htm&gt; Acesso em 12 de julho de 2017.<\/em><\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>FERNANDES, CL\u00c1UDIO. Imperialismo. <strong>Hist\u00f3ria do Mundo. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/historiadomundo.uol.com.br\/idade-contemporanea\/imperialismo.htm&gt; Acesso em 12 de julho de 2017.<\/em><\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>GUIA DO ESTUDANTE. 10 fatos que voc\u00ea precisa saber sobre o neocolonialismo na \u00c1frica. <strong>Guia do Estudante. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/guiadoestudante.abril.com.br\/estudo\/10-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-o-neocolonialismo-na-africa\/&gt; Acesso em 12 de julho de 2017.<\/em><\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>IMAGEM DESTACADA. &lt;http:\/\/vitoriarosa7b.blogspot.com.br\/2009\/11\/o-egito-e-o-neocolonialismo.html&gt; Acesso em 14 de julho de 2017.<\/em><\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>PORTAL S\u00c3O FRANCISCO. Mercantilismo. <strong>Portal S\u00e3o Francisco. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/historia-geral\/mercantilismo&gt; Acesso em 12 de julho de 2017.<\/em><\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O colonialismo e o neocolonialismo, apesar de serem termos diferenciados apenas por \u201ctr\u00eas letras\u201d, tem grandes diferen\u00e7as hist\u00f3ricas. Ocasionalmente um dos dois ou ambos s\u00e3o t\u00f3picos de provas de Hist\u00f3ria em concursos ou vestibulares. 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